Por que não consigo mudar a obra, o fornecedor ou o valor de uma conta a pagar?

Porque essa conta não foi cadastrada à mão: ela foi criada pelo sistema a partir de um documento, e obra, fornecedor e valor vêm de lá. Isso vale para a conta que nasce de uma nota fiscal importada, de uma medição de contrato, de uma liberação de retenção, do fechamento da folha e da conclusão de um pedido de compra que vai ser pago depois. Nessas cinco, a tela abre com os três campos desabilitados e explica de onde eles vêm, em vez de aceitar a digitação e recusar o salvamento depois. Vencimento, descrição, data de emissão, observações e a chave de pagamento do boleto continuam editáveis nas cinco, porque são do caixa e não do documento: é assim que você corrige o vencimento de uma nota que nasceu vencida, ou o do quinto dia útil da folha quando cai feriado. O motivo da trava não é burocrático. Uma conta sem obra é da empresa e aparece para todo mundo que pode ver contas a pagar; movida para uma obra, ela some para quem não acessa aquela obra, e ninguém desfaz isso depois, porque nenhuma rotina reescreve essas contas. E no caso da medição, o contrato credita o valor da medição na coluna "Pago" quando a conta é baixada, sem olhar o valor da conta: uma conta editada passaria a mostrar um número que o contrato não conhece. O caminho para corrigir é sempre a origem, e a mensagem na tela diz qual é a sua: reimportar a nota, estornar a medição no contrato e usar "Lançar de novo" nela, estornar a liberação e liberar de novo, reabrir a competência em Canteiro → Mão de Obra, ajustar a folha e fechar de novo, ou, na compra que saiu por outro valor, vincular a nota fiscal da compra ao pedido, que troca o custo e as contas da compra ainda não pagas pelos da nota. Ajustar o lançamento da compra em Financeiro corrige só o custo, e não as contas a pagar da compra. A conta lançada à mão continua totalmente editável, inclusive obra, fornecedor e valor, enquanto não estiver paga.

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