Orçamento de obras

Orçamento de obra com SINAPI, BDI pelo TCU e a margem na tela.

O lucro começa no orçamento. Você converte a proposta aprovada em obra, o custo orçado vira a meta de cada etapa, e o gasto lançado é comparado com ela. Abaixo, os quatro passos com o detalhe técnico aberto.

1. Orce com o SINAPI e veja a margem enquanto monta.

Com a tabela da Caixa (SINAPI) ou com os seus preços: busque o item pelo código ou pela descrição, o preço sai do seu BDI, e o rodapé mostra total, custo e margem enquanto você monta.

O detalhe técnico

Já orça em outro programa? Dá para rodar os dois em paralelo no primeiro orçamento: importe a planilha sintética que ele exporta e confira os totais.

SINAPI: a referência de custos da construção que a Caixa e o IBGE publicam todo mês, para cada uma das 27 UFs.

BDI: o percentual sobre o custo direto que cobre administração, riscos, despesas financeiras, tributos sobre o faturamento e o seu lucro.

Composição: a receita de uma unidade de serviço, como 1 m² de alvenaria: cada material, mão de obra e equipamento, com a quantidade que consome.

Antes: abrir a tabela da Caixa e copiar código e preço para a planilha, linha por linha.

Com administração central de 4%, seguros de 0,4%, garantias de 0,4%, riscos de 1%, despesas financeiras de 1%, lucro de 7% e tributos de 6,65% (PIS de 0,65%, COFINS de 3% e ISS de 3%), a soma dá 20,45%. Pela fórmula do Acórdão 2.622/2013 do TCU, o BDI é 22,48%, principalmente porque os tributos incidem sobre o preço de venda. Num custo direto de R$ 500.000, a soma deixa cerca de R$ 10 mil fora do preço, e o lucro de 7% vira 5,2%.

Composição do BDI pela fórmula do TCU, com as parcelas e o resultado de 22,48%.

Tabelas: SINAPI da Caixa e do IBGE nas 27 UFs, desonerado e não desonerado, buscado todo mês; e as tabelas regionais SEINFRA-CE, SUDECAP, DER-ES, DER-PR, SIURB Edificações, SIURB Infraestrutura, SCO-RIO e CASAN Saneamento.

Nos itens do SINAPI, Ver composição da referência abre os insumos, as composições auxiliares e os coeficientes com as casas que a Caixa publica (até sete), e mostra de onde vem o preço de cada insumo, inclusive quando é o de São Paulo, usado como referência.

Composições próprias com insumos, auxiliares, coeficientes e revisões; cópia da composição publicada para a sua biblioteca, com a tabela de origem registrada; e importação do seu catálogo por planilha, uma linha por insumo. Biblioteca de insumos com histórico de preço e prévia das composições que uma troca de preço afeta.

BDI próprio por etapa, para a etapa de fornecimento de material ou equipamento que leva BDI menor; a subetapa sem BDI próprio herda o da etapa de cima. A composição pelo TCU vale para a proposta inteira, e a empresa pode deixar a dela como padrão de toda proposta nova.

Etapas e subetapas em até 16 níveis, com memória de cálculo da quantidade em cada item: fórmulas, até 100 linhas e linha negativa para descontar vão.

Lançamento por código, Tab e quantidade, ou colando uma lista de códigos.

Desconto nos insumos: linear (fator K), por grupo de insumo no valor ou no coeficiente, ou pelo valor total desejado, sem mexer no BDI.

Quantitativos do modelo IFC, lido no navegador sem envio do arquivo, agrupados por tipo e pavimento, com a memória de cálculo. A importação não recalcula quantidades pela geometria.

Importação da planilha de orçamento em Excel (XLSX ou XLS), ODS ou CSV, sem modelo: lê as colunas sem BDI e com BDI, confere cada subtotal de etapa e o total do rodapé ao centavo e mostra o que não fecha antes de importar. O mapeamento das colunas fica salvo como perfil. Alguns arquivos pedem ajuste antes de entrar: escolher uma coluna à mão, ou corrigir ou deixar de fora a linha sem quantidade ou sem preço, que a importação não lê como zero. Em 4 dos 20 orçamentos de licitação que usamos para testar a importação, as contas da própria planilha não fecham: subtotal que deixa itens de fora, rodapé com outro valor ou linha cujo total não é a quantidade vezes o preço.

No DER-PR, o serviço que depende de transporte vem sem ele, e a busca e o item avisam para acrescentar o frete pela distância da obra.

Ainda não integramos SICRO, ORSE, SETOP e EMOP.

No teste, importe um orçamento que você já fechou e confira os totais.

Editor de proposta: item do SINAPI com código, descrição, unidade e preço, e o rodapé com total, margem e custo.
Tela real da Obra Nova, com dados de demonstração.

2. Mande a proposta sem mostrar o seu custo.

O PDF pode sair com a assinatura e o carimbo do responsável técnico, em imagem, e o custo nunca sai no PDF nem no e-mail.

O detalhe técnico

Antes: proposta montada no Word, com o total conferido na calculadora.

A composição do BDI, com a parcela de lucro, só sai no PDF se você marcar.

Você manda por e-mail e acompanha o status de cada proposta: rascunho, enviada, aprovada, recusada, vencida ou convertida em obra. Aprovada e recusada você marca quando o cliente responde, e fica registrado quem marcou, quando e o motivo.

Seu orçamento não muda sozinho. O custo é copiado para o item na hora, não vinculado à tabela: a proposta que você mandou não muda de valor quando sai uma edição nova. Quando você quiser a edição nova, o orçamento mostra linha por linha o que mudou, e atualizar cria uma versão nova, sem alterar a que foi enviada.

Responsável técnico com CREA, CAU ou CRT. A assinatura no PDF é imagem impressa, sem certificado digital, e não substitui ART, RRT ou TRT.

Se você marcar, o PDF imprime logo abaixo da descrição de cada item que veio de uma tabela a tabela, o código, o mês, a UF, o regime e a revisão da referência. Noutra opção, imprime a composição do BDI, parcela por parcela, com a fórmula do Acórdão 2.622/2013.

PDF e Excel técnicos, de uso interno: planilha com BDI, composições analíticas com a reconciliação, curva ABC de serviços e de insumos e memória de cálculo das quantidades, com os valores da versão salva.

Cronograma físico-financeiro de 1 a 120 períodos, com calendário de dias úteis e feriados e dependência entre serviços, exportado em Excel e PDF de uso interno. Comparação entre versões do orçamento.

Última página do PDF da proposta, com a assinatura e o carimbo do responsável técnico de uma empresa fictícia.
Tela real da Obra Nova, com dados de demonstração.

3. Aprovou? Converta em obra com meta de custo por etapa.

Converta a proposta aprovada numa obra nova ou numa que já existe: cada etapa com itens vira etapa da obra, e o sistema avisa na caixa de entrada quando o gasto lançado chega a 90% do orçado e quando passa dele.

O detalhe técnico

Antes: redigitar o orçamento em outra planilha para acompanhar a obra.

“O orçamento é montado a partir do custo, nunca do preço de venda: usar o preço faria a obra parecer dentro do orçamento até o momento em que o lucro já tinha acabado.”
Central de Ajuda da Obra Nova

Já tem obra rodando? Lance o orçado de cada etapa direto na obra, sem proposta: o gasto lançado em cada etapa passa a ser comparado com ele, com o mesmo aviso aos 90% e no estouro.

Converter numa obra que já existe mostra, antes de confirmar, as etapas que saem, as que ficam e por quê, e o valor, o custo e o orçado por etapa antes e depois.

Confirmação da conversão da proposta aprovada em obra, com o valor da obra, o custo planejado e quantas etapas serão criadas.

Na obra que veio de um orçamento, o painel Orçamento analítico mostra cada linha orçada, com o que está em compra, o realizado e o medido; quando a despesa aponta o serviço, o realizado aparece ao lado do orçado, em vermelho na linha que passou.

Motivos do desvio registrados por etapa e impressos no relatório Planejado vs. Realizado, com o nome de quem registrou.

Custo de mão de obra por obra, rateado pelo RDO.

Na medição do contrato de cliente, você pode registrar quanto mediu de cada serviço orçado. A cobrança sai do percentual do contrato, e a medição aprovada vira conta a receber.

Aditivo é uma versão nova aprovada sobre o orçamento que virou obra: ela passa a ser o contrato, e as parcelas dela caem na mesma obra, sem abrir outra.

Orçamento analítico da obra, agrupado por etapa: cada serviço com o custo orçado, o que está em compra, o realizado e o medido; numa etapa, R$ 92 mil gastos de R$ 100 mil orçados.
Tela real da Obra Nova, com dados de demonstração.

4. O 30/60/90 que você combinou vira contas a receber.

Marcar a proposta como aprovada transforma o cronograma de recebimento em contas a receber, e a baixa lança a receita no financeiro.

O detalhe técnico

Antes: cobrar as parcelas de memória.

Cada parcela nasce com o cliente e o vencimento contado da aprovação. Quando a proposta vira obra, as parcelas passam a ser da obra.

Toda manhã, a caixa de entrada mostra o que vence nos próximos 3 dias e o que venceu há até 7.

Na baixa, juros e multa entram como receita e o desconto concedido como despesa, cada um na sua linha, sem mexer no valor cobrado.

Contas a receber criadas a partir da proposta aprovada, com as parcelas de 30, 60 e 90 dias.
Tela real da Obra Nova, com dados de demonstração.

Como conferimos o preço das tabelas.

No SINAPI, o custo de cada composição é refeito a partir dos insumos, coeficientes e auxiliares que a Caixa publica, e comparado com o custo que ela mesma publica. Na edição de agosto de 2026, as 8.404 composições com custo publicado bateram em cada uma das 27 UFs, nos dois regimes: foram 453.816 conferências, sem nenhuma divergência. Em cada combinação de UF e regime, outras 2.143 saem sem custo na própria fonte, e essas não têm com o que conferir.

SUDECAP: 2.041 composições, conferidas nos dois regimes (4.082 conferências), sem divergência. DER-ES, só no regime não desonerado: 1.361, sem divergência. SIURB, no regime não desonerado: 2.259 batem ao centavo e, em 1.204, o custo publicado fica 1 centavo acima do refeito, porque a prefeitura calcula as parcelas com mais casas decimais do que publica. O orçamento usa sempre o custo publicado.

A SEINFRA-CE ainda está sem conferência. O DER-PR é conferido na importação: cada composição dos dois regimes é refeita a partir dos insumos, e a edição só entra se todas baterem com o relatório publicado; no sistema fica só o custo, sem composição para abrir. A SCO-RIO entra só com o preço fechado de cada serviço, sem composição, e cada preço gravado é conferido centavo a centavo com a planilha publicada. No DER-PR, 371 dos 697 serviços de cada regime vêm com o custo incompleto: 361 sem o transporte, que depende da distância da obra, e 10 sem o preço de um insumo que a tabela cota por obra. A tela avisa na busca e no item.

A SEINFRA-CE é importada à mão, porque o site do governo do Ceará recusa o acesso automático.

Ainda não integramos SICRO, ORSE, SETOP e EMOP.

Conferido em 04/10/2026.

BDI somado na mão deixa dinheiro na mesa.

Num custo direto de R$ 500.000, somar as parcelas dá 20,45%; a fórmula do Acórdão 2.622/2013 do TCU dá 22,48%. São cerca de R$ 10 mil de diferença no preço, e o botão “Compor pelo TCU” aplica essa fórmula.

Perguntas sobre orçamento na Central de Ajuda.

No teste, monte a próxima proposta ou cadastre a obra que está rodando.

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